A Poesia da Escrita

16/01/2018 - 9:00

Com a rapidez do mundo atual parece que tudo vai ficando dépassé (para não dizer antigo).
Me lembro bem quando o computador invadiu nossas vidas e as pessoas comentavam: é o fim do papel……
Hoje sabemos que não é bem assim. Eu, tenho certeza.
Não consigo criar textos e me inspirar teclando, tenho sim que pegar uma caneta macia e um caderno (tenho vários) ou folhas de papel e assim minha idéias fluem, minha mão se movimenta numa velocidade incrível.
Assim faço meu blog: quando brota uma idéia eu escrevo onde estiver: no carro, no super mercado, assistindo televisão ou lendo um livro.
Na minha cabeça faz um plin!! E aí vou rabiscando as primeiras linhas, muito antes de pensar no título.

meus rabiscos

Depois vou juntando as escritas, risco, rabisco, passo caneta salientadora, mudo a cor da caneta e aí vai saindo o texto final.
Quando começo a “passar a limpo”, já no computador, ainda altero o conteúdo.
E se a rede cair, o computador der pane, meus papéis continuam lindos e coloridos.
E a agenda então????
Na semana passada fui em busca do refil da minha agenda de papel, e aí percebi que está cada vez mais difícil de encontrar. Duas papelarias que frequento muito para cheirar papéis novos, fecharam….
A terceira estava em reforma.
Os dias passando, afinal estamos na segunda quinzena de janeiro, e eu sem poder “agendar” meus compromissos. Acabei comprando uma pequeninha com menos espaço para escrever.
Como não tem espaço para tudo que preciso, colo post its com os “to dos” do dia.

A lembrança de grandes escritores, rasgando folhas, quando não aceitavam o próprio texto é uma cena poética, é física, é emocional.


J. L. Borges (imagem pinterest)

 

O PAPEL ME ENCANTA e como diriam os franceses: CHACUN A SON GOÛT!

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